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Desde 1915

A história do Clube Náutico Francisco Martinelli começa em 31 de julho de 1915, em Florianópolis. Fundado por um grupo de jovens da cidade, o clube recebeu o nome do oficial da Marinha Francisco Martinelli. Nascido em Nova Trento, Martinelli morreu em 1913, em um acidente marítimo no litoral paulista. 


Osvaldo Reis foi escolhido como o primeiro presidente da nova agremiação e dois anos depois, em 1917, era inaugurado o primeiro galpão para barcos do clube, na antiga Praia de Fora. O vermelho e o preto tornaram-se as cores de uma história que atravessaria gerações.


Em 1919, apenas quatro anos depois de sua fundação, o Martinelli conquistou seu primeiro título estadual. O clube também participou da própria organização institucional do esporte catarinense, sendo uma das entidades fundadoras da Federação Catarinense de Remo, criada em Florianópolis em 1919.

celeiro de atletas

Ao longo das décadas, o Martinelli tornou-se uma das principais forças do remo de Santa Catarina. Suas guarnições acumularam vitórias e ajudaram a construir uma das grandes rivalidades esportivas da Capital. Em 1963, remadores do clube participaram dos Jogos Pan-Americanos realizados em São Paulo. Desde 1979, sua casa é o Parque Náutico Walter Lang, junto à Baía Sul de Florianópolis. 


Foi ali que muitas gerações aprenderam que remar significa muito mais do que fazer um barco avançar. O galpão tornou-se lugar de formação esportiva, convivência, disciplina e transmissão de conhecimento. E talvez o maior patrimônio do Martinelli esteja justamente nas pessoas formadas dentro dele. Entre elas estão atletas que levaram o vermelho e preto às maiores competições do mundo. Anderson Nocetti é um dos grandes nomes dessa trajetória.


Formado no Martinelli, representou o Brasil em quatro edições dos Jogos Olímpicos: Sydney, Atenas, Pequim e Londres. Outro nome fundamental é Alexandre Soares, também atleta olímpico formado pelo clube. Ao lado de Nocetti e de Fabiana Beltrame, ele foi destacado pela Assembleia Legislativa entre os martinellinos que chegaram aos Jogos Olímpicos. 


Fabiana começou no remo aos 15 anos e defendeu o Martinelli entre 1997 e 2005. A remadora se tornaria uma das figuras mais importantes da história do remo brasileiro.
Em 2004, disputou os Jogos de Atenas, tornando-se a primeira remadora brasileira a participar de uma Olimpíada.
Anos mais tarde, chegaria ao título mundial, ampliando ainda mais a dimensão de sua trajetória.


Mas a história internacional do Martinelli não se resume aos atletas olímpicos. Em 1985, André Luiz da Costa Baracuhy conquistou o título sul-americano júnior.  Em 1992, Edson Aquino dos Santos, Edson Altino Pereira Junior, João Carlos Gonçalves e Gibran Vieira da Cunha também foram campeões sul-americanos.

referência do remo

Na geração seguinte, novos atletas do clube voltariam a vestir a camisa da Seleção Brasileira. Em 2002, João Soares Junior e Leonardo Cesar Ferreira da Silva integraram a seleção no Pan-Americano Júnior.  No mesmo período, Rodrigo de Jesus Soares também conquistou resultados internacionais representando o Brasil. Décadas de trabalho fizeram do Martinelli uma referência no cenário catarinense.
A Federação de Remo de Santa Catarina o identifica como o clube com mais títulos do Campeonato Estadual.

 

 Mas números e troféus contam apenas uma parte dessa história. Há também os treinadores, dirigentes, familiares e voluntários que mantiveram o clube vivo ao longo das décadas. Há os barcos carregados nos ombros, os treinos antes do amanhecer e as incontáveis remadas na Baía Sul.
Há os jovens que entraram no galpão sem saber remar e encontraram ali um esporte para a vida inteira.


Mais de um século depois de sua fundação, novas gerações continuam vestindo o vermelho e preto. Cada atleta que empurra um barco para a água acrescenta uma pequena página a essa história. Porque a história do Martinelli não está apenas no passado: ela continua sendo escrita, remada após remada.

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