Martinelli fica com o troféu de Vice Campeão no Campeonato Estadual Júnior 2015

 

A regata que definiu o título do Estadual de Remo Júnior de 2015 foi realizada na Beira Mar Norte em Florianópolis neste sábado. Das 7 provas do calendário da Federação de Remo (FERESC), somente 5 foram realizadas e o Aldo Luz terminou em primeiro com 4 vitórias, o Martinelli ficou com o vice-campeonato com 1 vitória e o Clube Náutico Riachuelo ficou em terceiro com um segundo lugar na prova de double skiff masculino (mesma pontuação do América mas ficando na frente pelo número de bancadas já que o América também conquistou um segundo lugar na prova de single skiff).

O Martinelli venceu a prova de single skiff feminino com a atleta Jade Zarichta Costa e duas provas extras: canoe 13 anos masculino com Arthur Borges Ramos e single skiff juvenil feminino com Rafaela Dreyer Guedes.

Embora tenha transcorrido tudo bem com a regata e o Aldo Luz tenha vencido com todos os méritos da sua equipe, a qual parabenizamos, o Clube Náutico Francisco Martinelli repudia veementemente o regulamento dos Estaduais Júnior, Sênior, Máster e Escolinha que foi apresentado pelo presidente da FERESC e aprovado por Aldo Luz e Riachuelo (América não compareceu para apreciação e votação).

Tal regulamento é considerado pelo Martinelli uma aberração e exemplo de uma medida antirremo. Estamos nos referindo especificamente ao artigo 4º que define que uma determinada prova só é validada se tiver dois ou mais clubes inscritos.

Listamos algumas consequências nefastas deste entendimento:

- Como mencionado, o resultado da regata foi 4 vitórias para o Aldo Luz e 1 vitória para o Martinelli. Contudo, o calendário, definido e aprovado por todos os clubes de SC, contém 7 provas. Se só foram disputadas 5 provas o que aconteceu com as outras 2? Pelo regulamento essas duas provas deixaram de existir porque somente um clube se inscreveu nas mesmas, no caso o Martinelli. Com isso o Martinelli já entrou na competição perdendo 2 provas. Detalhe, tratam-se justamente de 2 provas da categoria feminina que são a grande força dos juniores do clube na atualidade.  O Martinelli defende a tese de que sejam permitidas guarnições A e B (ou até mais, porque não?) ou que sejam declaradas campeãs automaticamente no caso da falta de competidores. Se assim fosse, o Aldo Luz continuaria sendo o Campeão Estadual Júnior de 2015, contudo o resultado seria 4 a 3, o que representa o que cada clube tem de melhor desta categoria no momento.

- Tal regra é injusta porque permite que o clube que não tem atleta prejudique quem tem. O pior acontece quando um clube, sabendo que não tem condições de vencer a prova e sabendo que somente ele e mais um clube possui uma determinada guarnição, decide não se inscrever. Como mencionado, as 2 provas canceladas por terem somente guarnições de um único clube, no caso eram do Martinelli, são da categoria feminina. Fica aqui a pergunta, por que os outros clubes não colocaram suas meninas para competir? Ficaram doentes? Pararam de remar? Não quiseram participar da regata? Não conseguiram formar atletas? Consideramos todos os motivos normais e perfeitamente aceitáveis no mundo esportivo, porém, não deveria ser permitido que esses fatos desclassificassem automaticamente a guarnição que treinou, se esforçou e teve coragem de se inscrever objetivando a disputa na água (local onde deve acontecer o remo).

As consequências negativas são diversas. Aos poucos iremos expô-las, não para criar um clima de confronto com os outros clubes, e sim para tentar modificar esta regra retrógrada. Torcemos para que o remo catarinense continue revelando talentos para este esporte maravilhoso que já nos brindou com a maior remadora brasileira de todos os tempos, a manezinha e martinellina Fabiana Beltrame. Aliás, se na época que era atleta do Martinelli, tal regulamento estivesse em vigor, Fabiana, que já foi campeã Mundial, muito provavelmente não conseguiria ser Campeã Catarinense.

Parabenizamos todos os atletas do Martinelli pelo espírito competitivo e um elogio especial para os vitoriosos Jade Zarichta Costa, Arthur Borges Ramos e Rafaela Dreyer Guedes. Também merecedores do nosso respeito as atletas que treinaram duro mas infelizmente souberam que não iriam competir na última semana antes da regata: Rebeca da Rocha Reginaldo e Aline Kneubl Andreussi.

 
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